terça-feira, 26 de julho de 2011

Anjo perdido

Anjo? Da escuridão? Da morte?
Ainda que o amanhã nunca chegue, a sensação não é exatamente de tristeza ou ódio,
O céu está escuro, estranhamente escuro,
Como se os primeiros sinais de algo inesperado q se aproxima estivessem se manifestando.
Paraíso? Inferno? Eu não sei.
A melodia traz uma estranha tranquilidade...
Fecho meus olhos, mas o que acontece depois?
Algo vindo da escuridão está ao meu lado.
Da escuridão? Mas não me causa nenhum mal.
Estranho, tudo é estranho...
Olho pela janela e o vento frio não toca meu rosto,
E a mesma música se repete em minha mente,
Objetos quaisquer formam cruzes sem ninguém perceber.
Ele se vai se nem eu saber se estava realmente aqui.
Delírio? Realidade? Inspiração?
Não, ele não é o anjo da morte,
Pelo menos não veio buscar ninguém,
Só estranhamente me observar
Para que? Por quê?
Volto para a janela, então o vento frio toca levemente meu rosto.
E descubro que o anjo da escuridão é humano.
Agora a tristeza chega,
Pois a única alma perturbada como a minha que encontrei,
Como um paradoxo, desapareceu não escuridão.